pobre ministro

Opinião

Teixeira dos santos diz que quem tem razões para estar cansado por causa do BPP é ele. E tem toda a razão. Desde Novembro do ano passado – já lá vão cerca de oito meses – que a crise no banco fundado por João Rendeiro rouba tempo e energia ao ocupado ministro de Estado, da Economia e das Finanças. Pelo meio, ainda se arriscou perante a fúria de alguns clientes mais desesperados.

Mas no meio de tanto stress, só há mesmo um pequeno senão: a fadiga que Teixeira dos Santos sente é da sua responsabilidade, é culpa deste governo, que, neste caso como noutros, envereda por caminhos ziguezagueantes. Primeiro, diz que tudo fará para resolver o problema do banco e dos seus clientes, mais tarde, diz que já não é bem assim, que se tem que analisar bem o assunto, e no final, diz que o Estado não tem nada que entrar com dinheiro para resolver o problema de um banco privado e dos seus clientes. Parece, de facto, uma verdadeira canseira. Só de pensar…

Assim de repente, Teixeira dos Santos tem três saídas: faz como a administração de Fernando Adão da Fonseca e invoca desgaste para pedir a sua substituição; aguenta o tempo que for preciso até ter, um dia, uma boa, quem sabe perfeita, solução para os clientes do BPP; ou abrevia toda esta agonia e toma uma decisão. Já não há uma explicação aceitável para tanto tempo de espera e de incerteza. A não ser que o ministro não saiba ainda o que fazer. E isso é de uma tal gravidade, que só resta pedir ao ministro Teixeira dos Santos que vá descansar.

 

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