Swan

O meu diretor teve uma ideia espectacular! Sentar os entrevistados em cadeiras de autor, todas as semanas uma diferente.

Começámos com a entrevista ao presidente do IGCP, João Moreira Rato. Uma cadeira do arquiteto e designer dinamarquês, Arne Jacobsen. Custa para cima de dois mil e tal euros.

Para isso, fizemos uma parceria com A Linha da Vizinha, que nos tem fornecido as cadeiras. Voltei a cruzar-me com a Sara, que bom!

Esta semana, o entrevistado sentou-se numa cadeira swan, em pink, do mesmo arquiteto. Linda de morrer, ficava tão bem lá em casa 🙂
O preço é 3200 euros.

Para ver e ler no próximo sábado. Aqui e no Dinheiro Vivo, claro!

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Míscaros

Eu gostava de gostar mais de cogumelos para me deliciar com as maravilhas que vi esta tarde, das quais destaco, claro, a farinheira de míscaros.

O Fundão, terra das cerejas, é também paraíso para quem gosta de cogumelos selvagens. Na zona da Serra da Gardunha existem mais de 300 espécies de cogumelos diferentes, quase todos comestíveis. Mas é precisos saber o que se apanha, porque há alguns venenosos, que matam num ápice. O Amanita Phaloids é o mais venenoso de todos. Depois de ingerido, começa por dissolver o fígado e a seguir ataca todos os músculos, coração incluído. Só no ano passado, foram várias as mortes causadas por cogumelos venenosos. Os locais contam que, de uma vez, foram sete membros de uma mesma família (comeram todos o mesmo prato, feito com cogumelos, dos maus, claro!)

Os amantes dos cogumelos têm em Novembro motivo para festa. Em Alcaide, decorrerá, nos dias 15, 16 e 17 de Novembro, um festival de míscaros. Tudo certificado! O festival já vai na 5ª edição e contará com animação de rua, artesanato, workshops para adultos e crianças, várias especialidades gastronómicas, com cogumelos, e, no final, um mega-almoço.

Para mais informações, aqui.

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[Não me batam, mas eu estou a adorar este Outono, esta luz ao fim do dia, misturada com o cheiro das castanhas e aquele frio que só se sente nesta estação do ano]

Oatmeal!

Hoje é dia nacional das papas de aveia, isto nos Estados Unidos, claro.
Oatmeal é o meu pequeno-almoço preferido. Ouço sempre o mesmo, lá por casa, também – a minha filha chega mesmo a dizer aquele mega-irritante “que noooojo, mamã!” dos pré-adolescentes irritantes ❤ (depois leva logo com a missa, claro!): "Ahh, não sei como é que consegues comer isso?!"

Consigo e adoro. Faço a minha Oatmeal (na versão farelo, em vez de flocos, já que tem mais fibra e proteína) com leite de aveia, que delícia!

Primeiro, corto uma banana às rodelas (com outras frutas, como mirtilos, também fica bem, é só experimentar) e depois espeto com as papas, ainda quentes, por cima, e, no final, polvilho com canela. Há também o maravilhoso mundo das sementes, que podem ser misturadas com muita facilidade e sem provocar grandes alterações de sabor. Eu junto sementes de chia, que é só ómega3 e não sabe a quase nada.

Muito especial, o sabor da aveia. E ainda por cima, faz bem a uma série de coisas 🙂 Foi assim que deixei o leite de vaca e que acabei com um a data de porcarias que comia ao pequeno-almoço.

A Real Simple mostra 10 receitas de aveia.

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Fim de semana

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Este Domingo, voltei à feira da minha infância, onde ia com o meu avô comprar patinhos e pintainhos. Lembro-me tão bem da emoção que era segurá-los, quase não os agarrava com o misto de medo de os apertar demasiado e de medo deles. O meu avô – chamava-se Manel – bem me avisava que se não o fizesse, eles podiam fugir. Era a menina do meu avô, que nunca escondeu de ninguém que era eu o seu xodó. Sintra tem muita magia. Havia os mesmos bolos de erva doce, quentinhos.
E à tarde, a família foi ao estádio 🙂
No sábado, tinha sido dia de corrida (5km, enquanto não voltar aos treinos, não há caixa para mais).
Foi tão bom este fim de semana

Fiz velas

Inventam coisas espectaculares, como fazer velas a partir de óleos de cozinha usados.
Simples e rápido. Cheirosas e coloridas. E, o mais giro, é o tal do it yourself.

Assim:

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Aqui, está todo o material necessário. O kit The Greatest Candle in the World traz a lata com o pó, um medidor, os pavios, a caixa com a cor e um livrinho de instruções. Precisamos também de um frasco qualquer para fazer a vela. E, claro, o óleo de cozinha. Eu usei um novo, já que cá por casa, não se frita nada.

Primeiro, misturamos o óleo com parte do pó de vela (uma colher por cada 100ml de óleo) e depois, vai ao micro ondas durante um a dois minutos (eu optei pelos dois minutos)

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Passados dois minutos, retiramos do micro ondas, deitamos mais pó de vela (duas colheres por cada 100ml de óleo) e misturamos bem até ficar tudo homogéneo. Se quisermos juntar cor, deitamos umas pepitas de corante. Depois, deitamos a mistura para o copo que escolhemos para fazer a vela e deixamos arrefecer dois minutos. Finalmente, colocamos o pavio no centro da vela. E agora, é só deixar repousar, sem deslocar o copo, 20 minutos.

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E as velas estão prontas!
The Greatest Candle à venda aqui. Com vídeo e tudo.

As minhas cheiram a Darjeeling Flower. E na sexta à noite, soube-me bem descomprimir assim da semana de trabalho.

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O homem que gere a dívida de Portugal

João Moreira Rato

Fotografia de Diana Quintela

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo, no DN e JN. A transmissão na TSF é ao sábado, após o noticiário das 13h00
Entrevista feita com Hugo Neutel

João Moreira Rato conhece bem o comportamento dos mercados, foi diretor executivo do Morgan Stanley e esteve noutros bancos de investimento, como o Goldman Sachs e o Lehman Brothers. Trouxe essa experiência para a presidência do IGCP (Instituto de Gestão do Crédito Público), a agência que gere a dívida pública portuguesa, e que lidera desde há pouco mais de um ano. Aos 42 anos, João Moreira Rato, doutorado em Economia e com especialização em Finanças pela Universidade de Chicago, tem em mãos uma tarefa, que tem tanto de pesada como de delicada: o regresso aos mercados.

O Presidente da República disse que duvidar da sustentabilidade da dívida pública portuguesa é um ato de masoquismo. Do ponto de vista da análise técnica, a dívida é sustentável, ou não?
A análise da trajetória da dívida depende de vários fatores: das hipóteses de crescimento do PIB, hipóteses para a taxa de juro, hipóteses para o saldo primário (saldo das contas públicas, sem contar os juros), e também da taxa de PIB real versus a taxa de inflação. Dentro destes parâmetros, dentro de hipóteses muito realistas e muito em linha com o que se tem visto em Portugal nos últimos anos, a trajetória da dívida tem vindo a descer. Estes cálculos estão feitos e publicados pelo FMI e pelas agências de rating. Todos concordam que, dentro destes parâmetros, a trajetória da dívida vai ter um pico. Poderá haver desacordo sobre o timing do pico – pode ser este ano, ou no próximo ano -, mas, dentro destas hipóteses, a trajetória vai ser de descida. E estamos a falar de saldos primários da ordem dos 2%, dois e tal por centro, níveis que Portugal registou no fim dos anos 80, princípio dos anos 90, portanto, dentro do que já foi conhecido historicamente.

Não vamos ter problemas a reembolsar o stock de dívida?
Sim, obviamente que, para que a trajetória da dívida reverta e comece a baixar, é importante passar a ter, a prazo, nos próximos anos, saldos primários positivos nas contas públicas.

A nossa dívida é sustentável, ou não? Continue reading “O homem que gere a dívida de Portugal”