Ano novo

imageDe uma assentada, tive um 2013 de princesa. A vida passa a vida a surpreender-me, logo a mim que, a meio desta vida, já tinha algumas certezas, mas poucas, que não sou mulher de desacreditar. Apaixonei-me, tanto, que 23 dias depois do nosso primeiro encontro já vivíamos juntos, tanto que, um mês depois decidimos casar, tanto que, hoje à meia noite já lá vão nove meses de casamento. Um carrossel de emoções. É verdade que, às vezes, ainda tenho que me beliscar. O amor é, como diz Julian Barnes, a mistura perfeita entre a verdade e a magia. Este vendaval tornou-me uma pessoa melhor, não é tanga, eu esforço-me mesmo por ser uma melhor pessoa, talvez não todos os dias, mas cada vez mais. E tornou-me indiferente ao que antes me magoava. Meti, de propósito, coisas de lado, que não se consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Aprendi a esperar melhor, percebi que, como dizia a rainha, nem sempre o momento é de ação. Apesar do turbilhão, não me desliguei, fiz uma pausa, premeditada, para mais tarde arrancar. Neste ano, descobri, mais uma vez, que a minha filha é um amor gigante, o maior de todos, o mais difícil, porque tenho tanto medo, que nem imagino. É o que mais me desconcerta, o que me deixa exausta, porque passo a vida a tentar. Sei bem que, no fim, será sempre ela que importa, o meu doce, a minha Gugui, como lhe chamávamos, como ainda lhe chamo sempre que me perco. Termino este ano com uma sensação boa que se farta, sem pressa de o ver para trás. 2013 foi um dos melhores anos da minha vida. Mereço tudo, porque sempre fui mulher de arriscar, mais do que a conta. Só sei viver assim… E ainda, sei que tenho os melhores amigos, a minha família, aquela que escolhi, de coração, que não me faltará. Não estive lá tanto quanto gostaria, mas eu vou conseguir dividir-me melhor. E para dois mil e catroze, com erro, como gosto de dizer para desconstruir, quero apenas que seja tão bom quanto este, que quase tudo seja igual e outras coisas melhor, que o mereça. Não me vou esquecer. Um feliz 2014!

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Não se pode planear o futuro da Bolsa pelo seu passado

Entrevista - Abel Sequeira Ferreira

Texto publicado no Dinheiro Vivo
Fotografia de Diana Quintela

Desde pequeninos que ouvimos falar sobre a urgência de promover a bolsa de valores portuguesa, somos sensibilizados para a urgência de dinamizar o mercado de capitais e de o transformar numa verdadeira alternativa de financiamento para as empresas, isto tudo numa economia que vive excessivamente dependente dos bancos.

Se ouvirmos, hoje, o discurso de quem vive no mercado, percebemos que pouco mudou em relação ao início do milénio, ou até antes. Não mudaram as queixas, o diagnóstico, nem as supostas soluções, aliás, não mudou praticamente nada.

Em 2008, existiam 73 empresas cotadas na Bolsa de Lisboa, hoje são menos 10. O número de negócios realizados e o correspondente volume negociado baixou e muito: no final de 2008, o volume de negociação aproximava-se dos 55 mil milhões de euros, contra pouco mais de 20 mil milhões, no final do ano passado. E, destes, uma enorme fatia corresponde à negociação dos títulos da Galp, PT, EDP e BES. Sempre as mesmas empresas.

E a crise não é desculpa para tudo. No ano passado, o PSI 20, o principal índice da praça nacional, registou a segunda pior performance entre os principais mercados europeus, logo a seguir a Madrid. O indicador valorizou-se 2,9% face a 2011 (Frankfurt ganhou mais de 29%, Dublin 23,6%, Paris 15,2%, Atenas 14,7%, Milão 6,6% e Londres 5,8%).

Se recuássemos mais uns anos, até à época do capitalismo popular, por exemplo, a comparação seria ainda mais deprimente.

É, por isso, caso para perguntar se ainda vale a pena traçar planos, delinear estratégias, ou se estamos destinados a um mercado pequeno de um país pequeno?

“Ainda que a nossa avaliação da performance do mercado de capitais, nos últimos anos, não seja a mais positiva, isso não deve levar a considerar que podemos prescindir de uma bolsa eficiente, com profundidade e liquidez”, afirmou Abel Sequeira Ferreira, o presidente da AEM, a associação que reúne as empresas cotadas no mercado português.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, este responsável considera fundamental a existência “de uma bolsa nacional, eficiente e que cumpra a função essencial de encontro entre as empresas e os investidores”. A bolsa, acrescenta, “pode e deve ser o coração de um ecossistema financeiro que, no futuro, deverá ser necessariamente baseado, não na monocultura de financiamento bancário, mas numa diversificação das fontes de financiamento. E, sublinha Abel Sequeira Ferreira, “o mercado de capitais é o mecanismo que melhor permite o encontro entre os investidores de longo prazo e as necessidades de investimento de longo prazo das empresas”.

Mas se é assim porque é que pouco ou nada aconteceu? Porque, segundo Abel Sequeira Ferreira, a bolsa precisa de criar condições para as empresas que já estão cotadas quererem manter-se cotadas e, sobretudo, para atrair novas empresas. “Não podemos continuar a dizer ‘está aqui a bolsa, as empresas é que não vêm para a bolsa’”, frisa o presidente da AEM. Na sua opinião, há que trabalhar do lado dos custos, no sentido de os reduzir o mais possível, por forma a não serem um impedimento para as empresas – “o que ainda acontece” -, há que desburocratizar – rever as exigências feitas às cotadas -, e há também que criar incentivos, fiscais e não só, para que as empresas valorizem o caminho que têm que fazer para estar na bolsa. E, não menos importante, há ainda que calendarizar o esforço necessário e criar mecanismos de avaliação.

E, depois, têm que ser envolvidos todos os atores que participam no financiamento às empresas, que terão que se comprometer com resultados.
Os bancos, exemplifica Abel Sequeira Ferreira, os grandes concorrentes da bolsa, não podem ficar à margem deste processo. Fará sentido, por exemplo, que o próprio crédito bancário se torne mais barato para as empresas que optem por fazer um caminho de preparação para a entrada em bolsa. É-lhes exigido um maior grau de sofisticação para cumprir os requisitos de admissão ao mercado de capitais: “Se as empresas forem fazendo o seu trabalho e tiverem como incentivo financiamento mais barato, prosseguirão esse caminho. Se depois, existirem mais alternativas de financiamento, a empresa estará preparada para escolher e aí terá que ser a bolsa a demonstrar que o mercado de capitais tem vantagens”, explicou o presidente da AEM. E os bancos também têm vantagens, porque empresas mais sofisticadas tornam-se melhores clientes.

Mas, avisa Abel Sequeira Ferreira, não basta o governo aprovar algumas medidas para emendar tudo o que não foi feito pelo mercado de capitais, “o que precisamos é de ter um plano estratégico, que inclua, desde logo, objetivos e desígnios – e o desígnio deve ser o de que o mercado de capitais deve estar ao serviço da capitalização das empresas.

Agora, que a economia começa a dar sinais de recuperação, é o momento certo para emendar os erros: “Não haverá crescimento sem empresas e economia privada e não haverá empresas e economia privada sem investimento e, portanto, teremos que, forçosamente, encontrar investidores de longo prazo. E é necessário termos as estruturas capazes de fazer esse encontro, entre as empresas e os investidores, ou seja, um mercado de capitais”. Isto tudo, num momento de restrições ao crédito bancário e em que a sociedade percebeu que não pode estar unicamente dependente dos bancos para sobreviver.

Não se vende ar nestes gelados

Entrevista ao Diretor-Geral da Haagen Dazs

Texto publicado no Dinheiro Vivo
Fotografia de Álvaro Isidoro/Global Imagens

O doce de leite e o strawberry cheesecake, os sabores mais vendidos pela Häagen-Dazs no mundo inteiro e em Portugal também, resistiram à crise e à concorrência das outras marcas de gelados, mesmo as que, nos últimos anos, abriram portas em pleno Chiado, o bastião da marca norte-americana em Lisboa.

Segundo Manuel Fezas Vital, o administrador da Häagen-Dazs Portugal, apesar da conjuntura económica, os portugueses mantiveram pequenos prazeres e consumos de impulso, como o de comer um gelado. A empresa fechará 2013 com um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 450 mil euros, 20% acima do previsto. Já para o próximo ano, a expectativa é manter ou crescer ligeiramente, “o que já é um objetivo ambicioso, considerando a retração do consumo”, explicou ao Dinheiro Vivo Manuel Fezas Vital.

A Häagen-Dazs concorre diretamente com as marcas Ben & Jerry’s e Baskin Robbins, sendo, segundo o administrador-delegado da empresa em Portugal, líder neste segmento, mas também disputa quota com a Santini ou a Amorino, que abriram lojas na Baixa de Lisboa. “Não sentimos a concorrência. No ano de abertura do Santini no Chiado até crescemos”, explica Manuel Fezas Vital. Este responsável atribui esta performance à qualidade dos seus produtos. “Os gelados incorporam sempre ar, um estabilizante, que é o que permite unir os ingredientes. O ar não se vende, é de borla. Os nossos gelados têm uma menor percentagem de ar do que os da concorrência, pelo que incorporam mais produto. Isso torna os nossos gelados mais densos e cremosos, quase que se mastigam”, defende Fezas Vital.

A Häagen-Dazs conta com uma rede de 11 lojas em Portugal, tendo por objetivo crescer até às 20. Quando? Dependerá das oportunidades de localização. Depois do encerramento da primeira loja da marca, na Rua Paiva Andrade, no Chiado, a prioridade é abrir duas lojas na Baixa de Lisboa. Uma na Rua Garrett e outra entre o Rossio e a Rua Augusta. “O investimento nas duas lojas será de aproximadamente 500 mil euros”, explicou o gestor.

O negócio em Portugal – exploração das lojas e distribuição pelo retalho – é controlado por três sócios: António Vieira de Almeida, Pedro van Zeller e Miguel Poppe.

Ainda o Natal

O Natal passou-se muito bem, com muito amor, que é o que importa, com muitas gargalhadas, que fazem tão bem, e muita comida, o que sabe tão bem, mas traz o problema de não saber como vou caber no vestido da passagem do ano. Precisava de uma receita para perder três quilos em cinco dias, sem ter que fechar a boca, porque o rastro de consoada lá por casa é inexplicável.

Mais estes dois dias e começo a comemorar o final de um ano maravilhoso. 2013 ficará na minha história como um dos melhores anos da minha vida e a verdade é que o que peço para o próximo não é mais do que o que tive neste. Pode ser só igual que já é muuuuuito bom!

Aqui fica o peru de Natal, uma estreia absoluta, inspirada na receita da Joana Roque, que não sabe, mas tornou-se no meu livro de receitas ambulante.

Peru

Pré-Natal

Como nas viagens e nas festas, o melhor do Natal é desejar, antecipar e preparar.
Este nosso Natal será diferente, será por cá, em família, e confesso que já só falo de perú, vou ser eu a fazê-lo, já pesquisei 1001 receitas, vi 543 vídeos. E sonhos e rabanadas também serão comigo. Vou experimentar a receita da querida Margarida.

E é assim, prazeres!

Bolo

[Best ever carrot cake, do Jamie Oliver Confere, bom que se farta, e fala uma especialista doida por Bolo de Cenoura. Mas cortem no açucar, que esta receita fica muuuuito doce]

Não há app que me chegue

Agendas

Não há apps que me façam desistir da agenda. A minha está comprada e aguarda por mim há mais de um mês 🙂

1. Agenda 365 – fotógrafa Isabel Saldanha
2. Agenda 18 meses Moleskine (a minha deste ano)
3. Agenda Artwear Vieira da Silva
4. Agenda Lego da Moleskine