“Sem António Mosquito a sobrevivência da Soares da Costa estava em causa”

Entrevista - António Castro Henriques

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Entrevista feita com Hugo Neutel (TSF)
Fotografia de Diana Quintela

António Castro Henriques é, desde o verão de 2011, presidente executivo da Soares da Costa, um dos maiores grupos nacionais do sector da construção. Passou pelo BCP, onde foi administrador entre 1995 e 2008, mas antes disso esteve quase dez anos na indústria. Licenciou-se em gestão, em Paris, e tirou um MBA na Nova School of Business and Economics, na qual também deu aulas. Tem 56 anos e três filhos.

O sector da construção foi um dos mais castigados pela crise. Isso é visível nos resultados da Soares da Costa, que de um lucro de 15 milhões em 2010, passou para um prejuízo de 47 milhões em 2012. Os resultados de 2013 ainda não foram divulgados, mas já existem sinais de viragem?
O sector foi castigado – é essa a expressão – por uma fortíssima diminuição da procura, sobretudo em Portugal. 2013 ainda não foi um ano de viragem. Segundo os últimos números da produção, de dezembro, verificou-se uma queda. O único sinal positivo é que a queda foi menor em dezembro do que no resto do ano. O sector da construção trabalha para investidores e a retoma do investimento ainda não aconteceu. A retoma na construção só sucederá depois da retoma do investimento. Não tenho sequer seguro que 2014 seja um ano de viragem. Talvez em 2015 vejamos em Portugal sinais claros de recuperação. A Soares da Costa fez esforços para tornar os seus resultados tão independentes quanto possível da situação de recessão do sector em Portugal, por via da sua expansão internacional. O mesmo fizeram as principais empresas de construção portuguesas. Atualmente, mais de 90% da nossa carteira de encomendas é de outros países.

No final do primeiro semestre de 2013, a dívida líquida da Soares da Costa ultrapassava os mil milhões de euros. Até que ponto é que o endividamento da Soares da Costa asfixiou ou ainda asfixia a tesouraria da empresa?
A dívida continuou a crescer, mas moderadamente, em 2013. O nível de endividamento constitui um constrangimento importantíssimo para a nossa atividade, para o desenvolvimento e para a exploração. Há que introduzir a seguinte nuance: cerca de metade deste endividamento relaciona-se com projetos financiados em regime de project finance e, portanto, a dívida corporativa, com recursos aos capitais próprios, é um pouco mais de metade do valor. Ainda assim, estamos sobreendividados e o que se tem tratado, recentemente, não foi apenas de atrair um investidor para reforçar os capitais próprios, mas também para reestruturar o passivo financeiro. Anunciámos a intenção de o fazer logo em 2011. Concluímos um primeiro acordo de reestruturação do passivo, no final de 2012, e esta operação de capitalização é, também ela, acompanhada de um acordo de reestruturação adicional do passivo.

Mas de que forma é que o sobreendividamento traz constrangimentos à exploração da companhia?
Traz fortíssimos constrangimentos na medida em que estamos como o país esteve. Não temos acesso a endividamento adicional para financiar o fundo de maneio que resulta de novos trabalhos, de novas obras, e, por outro lado, o custo do endividamento pesa enormemente nas nossas contas de exploração.

Quanto custa o serviço da dívida por ano?
Temos um custo médio ponderado do passivo que rondará os 6% a 7%, pelo que só o custo da dívida representa mais de metade do cash flow de exploração, o chamado EBITDA.

Desde que a crise se agravou alguma vez receou não honrar compromissos, ou seja, alguma vez sentiu que a sobrevivência da Soares da Costa poderia estar em causa?
Trabalhámos sem qualquer espécie de folga ao longo destes últimos dois anos, com os objetivos de curto prazo a ocuparem-nos muito mais do que os de médio e longo prazo, mas acreditei sempre que seríamos capazes de por um lado reestruturar o passivo financeiro e baixar significativamente o custo de dívida e por outro atrair capital próprio novo. Se receasse que tal não seria possível, poderia concluir que a sobrevivência da empresa poderia estar em jogo mas acreditei sempre, desde que assumi a responsabilidade executiva, que seria possível. Graças à compreensão e apoio dos nossos principais credores e fornecedores, mas também ao valor que a empresa encerra enquanto companhia com capacidade técnica e de execução, prestígio e presença internacional, que são garantes de uma operação de grande qualidade e com potencial de rentabilidade. Acreditei porque foi possível conjugar os interesses de todos no sentido de procurar uma saída.

Se António Mosquito [que negoceia a entrada no capital da Controlinveste, proprietária do Dinheiro Vivo, DN, JN, TSF e O Jogo] não tivesse entrado, a sobrevivência estaria em causa?
Se este acionista não tivesse entrado e outro não houvesse que tivéssemos conseguido captar para realizar este investimento, a sobrevivência da empresa estava em causa.

De certa forma, António Mosquito salvou a Soares da Costa?
Não poria as coisas assim. António Mosquito investe na Soares da Costa, toma o risco de investir com as melhores expectativas. Não sei se ele aceitaria esse epíteto. Uma operação de capitalização, realizada nesse valor e neste momento e com estas características, é indispensável para a continuidade e sustentabilidade da empresa. É rigorosamente isto o que posso dizer. A forma como referiu já é um pouco menos aceitável, dado que a gestão jamais sentiu a obrigação de informar o mercado de que se não ocorresse uma capitalização até determinada data, a empresa não teria salvação. António Mosquito realiza um investimento, aposta na empresa, adquire o controlo através de uma injeção de capital, não paga as ações que adquiriu a outro acionista, há dinheiro fresco na empresa. E com isso estão reunidas condições reforçadas de sustentabilidade e continuidade da Soares da Costa.

Disse que a Soares da Costa, à semelhança do país, estava sobreendividada. Também a Soares da Costa viveu acima das possibilidades?
A Soares da Costa envolveu-se em projetos de crescimento por aquisição, em projetos significativos de parcerias público-privadas (PPP) e crescimento orgânico, que envolveram muito endividamento, num período de recessão, não havendo capacidade para restaurar os capitais próprios. Isso pode ser fatal. Mas a empresa, os seus quadros, os seus dirigentes não viveram acima das possibilidades, a empresa é que se endividou além do que em conjuntura recessiva seria aceitável, dada a base de capital próprio.

Entre 2010 e 2012, a Soares da Costa reduziu mais de mil trabalhadores. Vai continuar?
Possivelmente não. O número de trabalhadores numa empresa de construção civil vai-se ajustando ao trabalho que existe e à carteira. Na construção, ou há trabalho, ou não há trabalho e quando não há trabalho algumas pessoas são colocadas em inatividade, porque não têm onde ficar na empresa. Se a inatividade perdura, temos reduzido de forma acordada com algumas centenas de colaboradores, sobretudo em Portugal. Houve uma diminuição de efetivos, mas mais por gestão ativa da quantidade de mão-de-obra contratada localmente. Essas rescisões só foram possíveis graças a apoio financeiro contratado especificamente para esse efeito, já no quadro do programa de recuperação financeira da empresa. Os nosso credores também compreenderam que era indispensável.

Ainda em relação à dívida, a Soares da Costa fez um acordo com seis bancos com vista à reprogramação do respetivo endividamento bancário que, na altura, era de 228 milhões de euros. Qual é o montante atual da dívida aos bancos?
Formámos esse acordo com um conjunto de bancos que detinha passivos sobre a empresa dessa ordem mas o acordo não incidiu sobre a totalidade do passivo. O passivo bancário desta empresa, onde António Mosquito investe, é de 360 milhões de euros, e parte será objeto de uma reestruturação de prazos e taxas de juro. Não consigo comparar o passivo à data com o de hoje, no que respeita a esse conjunto de seis bancos, mas posso dizer que desses seis bancos houve uma parte – não todos – que continuou a apoiar a nossa atividade e que se terá exposto adicionalmente em 30 a 40 milhões de euros.

Os bancos têm sido muito pressionados por causa do peso excessivo dos créditos de alguns clientes. A Soares da Costa sentiu uma menor tolerância por parte da banca, uma menor facilidade na concessão de crédito?
Não se trata de pressão do Banco de Portugal – os bancos que trabalham connosco não nos comentam tal assunto -, também não se trata de uma escassez de crédito, os nossos indicadores de autonomia financeira e de endividamento eram considerados pelos bancos de risco, portanto, estávamos muito racionados no acesso ao crédito.

Quais foram os bancos que não aceitaram continuar a financiar a Soares da Costa?
Não identifico instituições, não devo fazê-lo. Só queria explicar que esse estrangulamento não tem nada que ver com o estrangulamento de que se fala no crédito às PME, mas sim com a situação específica da Soares da Costa.

Esta semana a empresa conclui a operação de recapitalização no negócio da construção, com um aumento de capital de 70 milhões de euros através da qual o empresário angolano António Mosquito fica com dois terços do capital da Soares da Costa Construção. O que muda com a entrada deste acionista?
Muda o controlo da empresa e o grupo Soares da Costa divide-se em duas partes: uma que é o perímetro que depende do grupo Soares da Costa, empresa cotada cujo maior acionista continua a ser a Investifino [de Manuel Fino], e que inclui as áreas de negócio das concessões, imobiliário e a operação nos Estados Unidos da América; e outra parte que é Soares da Costa Construção, onde António Mosquito investiu passando a deter 66,7% do capital – e a holding Grupo Soares da Costa tem 33,3%. Não se trata propriamente de uma cisão, mas o Grupo Soares da Costa passa a deter uma participação minoritária na sua principal operação, que é a área da construção.

E o que é que mudará em termos de estratégia?
Do ponto de vista estratégico, é evidente que a empresa adotará eventualmente novas orientações em função daquilo que o acionista e a gestão acordarem como mais adequado para uma empresa que é só uma empresa de construção, que tem com principal mercado o mercado angolano, que tem Moçambique, Portugal e o Brasil como importantes mercados e que tem uma base técnica e de serviços centrais maioritariamente residente em Portugal.

E que alteração de estratégia será essa?
Ainda não foi acordado, o acionista acaba de entrar. O novo acionista tem a prudência de não trabalhar no pressuposto de que vai ser acionista da empresa antes de a transação se concluir, pois só no último dia é que se sabe se a transação se conclui ou não.

A operação em Angola será privilegiada, tanto mais que é uma importante área de negócio da Soares da Costa?
É natural que, neste contexto, as ambições para o mercado angolano sejam reforçadas. Isso não significa que os acionistas da Soares da Costa Construção privilegiem exclusivamente o crescimento e o desenvolvimento no mercado angolano. Mas é natural que, dadas as relações e ligações à comunidade de investimento em Angola, a empresa procure reforçar a sua atividade no país por forma a angariar carteira em Angola, reforçadamente.

Esta entrada de capital angolano na Soares da Costa não é um caso único na economia nacional. Como é que olha para este movimento? O país não começará já a estar demasiado dependente do dinheiro angolano, ainda por cima quando sabemos que, muitas vezes, é capital ligado de forma mais ou menos direta ao poder político de Luanda? Qual é a sua opinião?
A minha opinião é completamente distinta da tese que está subjacente à pergunta, longíssimo disso. O país não está excessivamente dependente do capital angolano, de forma alguma. Isso faz-me lembrar um bocadinho aquela época a seguir à adesão de Portugal e Espanha à União Europeia, quando foram abertas as fronteiras económicas entre os dois países, em que se assistiu a uma vaga de investimento espanhol em Portugal – e português em Espanha também, mas sobretudo espanhol em Portugal – e os receios sobre a perda de autonomia da economia e das empresas portuguesas face à entrada massiva de investimento espanhol era enorme. Não se falava noutra coisa e durante vários anos falou-se muito nisso. Depois houve outras vagas, houve uma vaga de investimento português no Brasil, e falava-se imenso nisso e se era ou não conveniente, se as empresas portuguesas tinham ou não a capacidade para abordar eficazmente o mercado brasileiro. Agora há este tema do investimento angolano em Portugal, que tem significado, mas que é bem vindo na medida em que estreita aquilo que é natural, que são as relações entre o nosso país e Angola, que é um país a que nos ligam todas as razões históricas, com o qual há uma grande proximidade. Surge recentemente a tese de que não há outro caso em que a ex-potência colonial receba tanto investimento da ex-colónia, mas não é assim. Há outros casos, como o investimento indiano no Reino Unido, que é massivo, é enorme. E podem dar-se outros exemplos, há com certeza muito investimento das ex-colónias francesas em França. O que isto significa é que Portugal teve colónias grandes, que hoje são economias relativamente grandes. A economia angolana ainda é metade, em termos de produto, da economia portuguesa, mas Portugal pode orgulhar-se de ter tido influência numa zona de África que hoje constitui a nação independente de Angola, que é uma economia importante. Portugal teve colónias que vão ser economias maiores do que nós. Espanha também teve colónias que hoje são economias muito importantes. O Brasil é uma economia muito maior do que a economia portuguesa, há ex-colónias do Reino Unido que são muito maiores do que o Reino Unido e, portanto, haverá ex-colónias recentes de Portugal cuja economia será maior do que a portuguesa. É natural e saudável que exista investimento com origem nesses países, que são países com recursos naturais abundantes e com uma classe empresarial investidora e de gestores emergente. É natural que encontrem oportunidades de investimento em Portugal, e isso é excelente para nós.

Não é comparável, mas como já passou tantos anos na banca e existe neste momento a possibilidade de a Guiné Equatorial entrar no capital de um banco português – o Banif -, não resisto a perguntar-lhe: esta operação faz sentido?
Não conheço mas do que li e li muito por alto. Não sei qual é a entidade na Guiné Equatorial que decide fazer o investimento, ou sequer se é uma entidade pública ou privada.

É pública.
Mas se essa entidade entende que o investimento no Banif, que acaba de ser recapitalizado e que hoje é quase integralmente detido pelo Estado, é um investimento interessante para o investidor…

Considerando as práticas em termos de Direitos Humanos e sociais deste país.
Mas o que é que isso tem que ver com a realização do investimento? O Banif não é de maneira nenhuma conspurcado com o que haja, se houver, de menos correto na Guiné Equatorial. Recebe o investimento e utiliza esse capital para se desenvolver.

“Não é seguro que 2014 seja um ano de recuperação na construção”

A Soares da Costa está envolvida em algumas PPP, uma delas é a do novo Hospital de Todos os Santos, em Lisboa. A adjudicação ao consórcio à qual pertencia a Soares da Costa foi anulada e a concessão deverá ser alterada para incluir, além da construção, também a exploração do hospital. Assim, o negócio ainda interessa à Soares da Costa?
Depende do que vier a ser decidido pelo Governo. Nós e os nossos parceiros, no âmbito da Salveo, assim se chama o consórcio que concorreu, aguardamos as decisões do governo para decidir se o novo desenho, se houver um novo desenho do projeto, nos interessa ou não.

Mas a exploração não tem nada a ver com a atividade da Soares da Costa, nem dos seus parceiros.
O consórcio pode consorciar-se com uma entidade especializada. Não é hipótese que estejamos a considerar, mas não excluo qualquer cenário.

A Soares da Costa integra também consórcios para as PPP da autoestrada transmontana e da Scut da Beira Interior. Em relação à autoestrada transmontana, a renegociação implicou a passagem de parte da autoestrada para as Estradas de Portugal. A Soares da Costa ficou a perder quanto com esta renegociação?
Não passou parte da autoestrada, passou parte da rede viária que estava sob concessão para as Estradas de Portugal, e essa rede viária incluía não só a autoestrada, mas também troços do IP4, que foram renovados. E foram esses troços do IP4, que foram renovados e que se mantiveram em serviço, que passaram para a égide das Estradas de Portugal. Toda a restante autoestrada transmontana está sob a concessão da AE21, que é a concessionária onde a Soares da Costa participa em 50%.

O Estado diz que poupou 36 milhões de euros. A Soares da Costa perdeu 36 milhões de euros?
Não há necessariamente simetria, porque pode haver economias acordadas entre as partes que não prejudiquem necessariamente a concessionária. Mas acho que os números que o Estado anunciou são corretos.

Mas quanto é que a Soares da Costa perdeu?
A AE21 ficou muito satisfeita com o resultado da negociação que teve com as Estradas de Portugal sobre a alteração do âmbito da concessão. Não estão, porém, concluídas as negociações sobre o próprio contrato e, portanto, tudo o que possa dizer agora é especulativo.

A Elos exigiu ao Estado uma indemnização de 169 milhões de euros pela suspensão do projeto de alta velocidade entre Poceirão e Caia. Soube-se, entretanto, que o tribunal arbitral que vai decidir este assunto só agora vai começar a funcionar. Qual é o ponto de situação?
A Elos, que é composta por nove acionistas e que é coliderada pela Soares da Costa, que detém 17,5% do capital, pediu a intervenção de um tribunal arbitral, pedindo ao Estado uma indemnização, pelos custos suportados com o projeto, de 169 milhões de euros. Esse valor é fixo, não cresce com o tempo. Poderia aumentar se ainda estivessem em vigor determinados contratos de financiamento e swaps que, entretanto, foram transferidos para outra entidade. O ponto de situação é que arrancará em breve a arbitragem. Julgo que o tribunal tinha que estar constituído até 14 de Fevereiro.

Só haverá resultados em 2015?
O tribunal arbitral terá seis meses para lavrar a sentença e, portanto, pode ser que a sentença ainda seja conhecida em 2014, a não ser que o tribunal necessite de mais tempo para chegar à decisão.

O governo estuda o lançamento de 30 infraestruturas consideradas prioritárias até 2020. Concorda com o diagnóstico do relatório encomendado pelo governo?
Li-o e achei-o muito bem feito. Não concordo ou discordo com as opções subjacentes ao relatório, mas pareceu-me bastante bem feito, do ponto de vista técnico, bastante equilibrado. Acresce que o resultado, que está em debate, parece relativamente consensual e terá reunido também o consenso das principais forças politicas, o que é muito importante. Ou seja, teremos, espero, um plano de investimento em infraestruturas públicas para vigorar durante mais do que uma legislatura.

Surgiram algumas críticas referindo que se está a cair nos erros do passado, que é um exagero de obras, que o país não precisava de tantas infraestruturas. Concorda?
Tudo é opinável. Mas estamos a falar em infraestruturas portuárias, quase nada de infraestruturas rodoviárias – apenas a construção do IP3 -, e estamos a falar também de infraestruturas ferroviárias, e há muito tempo que Portugal sub investe na sua rede ferroviária. Outra coisa é saber se o país terá capacidade financeira para desenvolver estes projetos, além da comparticipação comunitária que seja possível obter. Acho que a metodologia é correta, o resultado parece bastante equilibrado e razoável. Creio que o sobre investimento em estruturas ferroviárias e portuárias não é um risco que Portugal corra, porque está, efetivamente, carente de investimento nessas áreas. Surpreendeu-me não haver nenhuma abordagem do tema da eventual necessidade de um novo aeroporto em Lisboa, mas julgo que houve alguma intencionalidade de não voltar ao tema no curto prazo.

A Soares da Costa, claro, estará interessada em concorrer às obras?
Estamos muito atentos à reanimação do investimento em geral, quer em infraestruturas, quer no investimento privado. A animação do investimento e as perspectivas e existência de novos projetos são boas noticias para a Soares da Costa, para o sector em geral e para toda a fileira da construção em Portugal. O sector hoje pesa pouco mais do que 4% do PIB, já chegou a 10%, a média europeia é um pouco superior a 6% e, por exemplo, um país desenvolvido, com infraestruturas e edificado maduro como é o caso da Alemanha, o sector da construção representa mais do que a média europeia e mais do que 6% do PIB. Nitidamente o sector está em recessão profunda e é expectável que recupere.

E deste lote de investimentos, há algumas obras que chamaram a sua atenção?
Não vou dar pistas à concorrência dizendo para onde é que estou a olhar com maior atenção.

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