“O objetivo do nosso consórcio não é vender a TAP daqui a três anos”

Miguel Pais do Amaral

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens

Miguel Pais do Amaral, conde de Anadia, chairman da Prisa – o grupo espanhol que controla a TVI -, dono da Leya e acionista de tantos outras empresas, como a Reditus, a Companhia das Quintas ou os ginásios Fitness Hut, aliou-se ao antigo dono da Continental Airlines, o norte-americano Frank Lorenzo, e prevê apresentar brevemente uma proposta para a compra de 100% da TAP. A entrevista sobre a privatização da companhia aérea portuguesa e a crise no grupo Espírito Santo.

É conhecido por comprar barato, reestruturar e depois vender caro, sem olhar para trás. É um preconceito ou funciona mesmo assim?
Sou um homem de negócios. Posso vender ou não as empresas onde estou investido. Essa ideia feita que existe no mercado português está relacionada, eventualmente, com a Media Capital [Pais do Amaral já foi o principal acionista da dona da TVI]. E no caso da Media Capital, aquilo que fiz foi baseado numa análise objetiva do que seria o futuro dos media e do risco e retorno do meu investimento. Qualquer pessoa tem o direito de, se considerar que o seu investimento se tornou mais arriscado, vender. Foi o que se passou no caso da Media Capital. Não tenho presentes outras situações. Sou acionista de várias empresas e não consta dos meus planos vender qualquer uma dessas companhias. Sou um empreendedor. Agora, se alguma das minhas empresas estiver num sector em que o potencial de rentabilidade e de crescimento caia, ou em que o risco do negócio aumente – isto nos próximos cinco anos – é óbvio que saio. Isso parece-me normal e quem não o faz é, para mim, um mau homem de negócios e um mau empresário.

Essa ideia existente não o prejudica nos seus investimentos em Portugal. Por exemplo, está interessado na TAP. Será que a sua intenção é bem recebida pelo governo?
Tenho falado com as autoridades com que tenho de falar e não notei da parte delas nenhum tipo de preconceito. No caso da TAP, o nosso projeto não passa por comprar hoje e vender daqui a três ou quatro anos. A nossa proposta passa por formar um núcleo investidor que siga a estratégia presente da companhia aérea portuguesa, que tem sido uma estratégia de sucesso e de crescimento. E passa também por fazer um IPO [initial public offer, ou seja uma dispersão de capital em bolsa] daqui a, eventualmente, três ou quatro anos. A TAP é a quarta maior empresa portuguesa. O que desejamos é que mantenha uma estrutura acionista estável. Essa é a nossa proposta. Estou a entrar na TAP, ou vou fazer uma proposta enquanto promotor de um consórcio financeiro e o objetivo desse consórcio financeiro não é vender a companhia aérea daqui a três ou quatro anos. O objetivo será, isso sim, fazer o IPO. Achamos que a empresa tem dimensão para isso, é uma boa empresa, tem um bom track record, um bom management e merece ser olhada e apreciada.

Nós, quem? Quem integra esse consórcio financeiro candidato à privatização da TAP?
Há dois promotores. Eu, enquanto homem de negócios português, e o meu sócio Frank Lorenzo, um americano que foi dono da Continental Airlines – esteve à frente da Continental Airlines durante 19 anos. É uma pessoa muito respeitada nos meios aeronáuticos norte-americanos. Durante muitos anos, na indústria aeronáutica europeia, as empresas eram estatais. É na América que há, de facto, know how de airlines no sector privado. Foi por isso que fui buscar um americano.

As notícias que saíram até agora davam conta do seu interesse e do de Frank Lorenzo na privatização da TAP, mas referiam que corriam separados.
Essas notícias são ridículas. Obviamente que sempre estive, desde o início, com Frank Lorenzo. Estamos juntos desde outubro. A questão é que não queríamos falar com os jornais e os jornais inventam coisas. Sempre estive com o Frank Lorenzo. O interesse é o mesmo porque somos ambos promotores do consórcio. E o consórcio será financeiro, ou seja, não será um consórcio constituído por empresas do ramo. E a nossa plataforma estratégica é simples: manter a estratégia da empresa, que tem sido de crescimento prudente e sustentável; manter a gestão da empresa, pois achamos que o presidente da TAP, Fernando Pinto, tem feito um bom trabalho e tem anos à frente para continuar a fazê-lo. E, obviamente, para que essa estratégia seja bem sucedida, o hub de Lisboa é absolutamente estratégico. Isso vai ao encontro dos interesses do governo, que do ponto de vista económico – até porque vendeu a ANA Aeroportos de Portugal há menos de um ano – não está interessado em que alguém compre a TAP e desvie o tráfego do hub de Lisboa para outro hub qualquer. E, portanto, a nossa proposta é uma proposta de continuidade. Obviamente, que com gestão privada, a empresa poderá ter mais algumas eficiências, mas consideramos que a TAP já é bastante eficiente.

De que tipo de eficiências está a falar?
A empresa, neste momento, não tem capacidade de investimento. Se tiver essa capacidade pode, por exemplo, ter uma frota que consuma muito menos e dessa forma aumentar as margens e diminuir os custos. Há um conjunto de projetos que pode fazer sentido e nós achamos que uma empresa privada pode realizá-los muito melhor do que uma pública. As empresas públicas, neste sector, estão impedidas de receber dinheiro do Estado. Já numa companhia privada, os acionistas metem o dinheiro que entenderem na sua empresa.

Não haverá, portanto, neste consórcio nenhum grupo ligado ao sector da aviação?
Não, trata-se de um consórcio financeiro liderado por duas pessoas, uma que conhece Portugal e outra que conhece muito bem o sector da aviação.

Quem são os outros investidores do consórcio?
Não vou nomear mais investidores, porque, neste momento, não o posso fazer, mas digamos que a nossa proposta tem sido muito bem recebida pelos investidores com quem temos falado, que são investidores de primeira linha em Nova Iorque e em Londres. O nosso adviser é o JP Morgan, um banco que tem uma prática de airlines muito forte. O JP Morgan Nova Iorque, não o de Londres, porque na Europa não há práticas fortes de airlines. E estamos muito animados com o nosso fund raising e em poder apresentar ao governo uma proposta competitiva.

Seria importante saber quem são os investidores interessados em fazer parte do vosso consórcio.
Mas não é o momento, até porque nem sequer sabemos se o governo vai privatizar a empresa. Por isso, não vale a pena falar já de investidores.

Mas poderão entrar também investidores portugueses?
Poderão existir investidores portugueses. Tenho feito alguns contactos, mas também não posso lhe falar sobre isso.

Existe algum banco em Portugal com quem estejam a trabalhar para o dossier TAP?
Em princípio, vamos trabalhar com o BPI.

O governo diz que só privatizará a TAP quando tiver garantias de que a operação seja bem sucedida. Estamos num impasse. Tem tido reuniões com governo, sabe se o processo vai, de facto avançar já, ou está no escuro?
Cabe ao governo decidir, não lhe posso estar a comunicar aquilo que o governo me comunica a mim.

Mas das conversas que tem tido, pelo esforço que demonstra em apresentar uma proposta para a privatização, presumo que a operação possa avançar em breve?
Estamos interessados em apresentar uma proposta e em comprar 100% da TAP.

Existem condições para a privatização se concretizar ainda nesta legislatura?
Não vejo porque não.

Os valores de que se tem falado para a TAP apontam para cerca de 1600 milhões de euros. O governo diz, aliás, que a TAP vale hoje mais do quem em 2012, quando o governo tentou vender a empresa, sem sucesso. Qual a sua opinião sobre estes valores?
Não faço comentários sobre valorizações. Apresentaremos a nossa proposta de acordo com as nossas metodologia de valorizações.

O que achou do valor praticado na primeira tentativa de privatização da TAP?
Na altura, pareceu-me correto.

Concorda com a perspetiva do governo de que a TAP se valorizou nos dois últimos anos?
Sabe que a valorização é uma questão complexa. As ações das companhias de aviação europeias têm vindo a descer seriamente, tem havido profit warnings de várias empresas, terão baixado 20% nos últimos dois meses, portanto, será que a TAP se valorizou? O facto de os lucros da empresa aumentarem – isso não aconteceu em 2013 – não quer dizer que a empresa se valorizou. Pode até desvalorizar-se se os múltiplos do sector baixarem. Diria que depende das metodologias de valorização.

Já estão a trabalhar na avaliação da TAP com a JP Morgan?
Claro que sim. Não podemos estar a convidar investidores sem ter um plano de negócios e sem ter o mínimo de conhecimento da empresa.

O governo e a TAP disponibilizaram informação sensível e sigilosa, uma espécie de caderno de encargos?
Temos a informação que é pública e que qualquer outro candidato à privatização tem. Nem mais, nem menos.

É suficiente?
Não, obviamente que qualquer proposta será sujeita a due dilligence.

Como é que estão em termos de levantamento de fundos para efetuarem a proposta?
Estamos muito bem. Achamos que em pouco tempo poderemos dar boas notícias ao governo.

Isso quer dizer que, em breve, terão o capital necessário para comprar a TAP?
Nem mais.

Dentro de quanto tempo?
Isso não lhe vou dizer. Dentro de pouco tempo.

E a vossa proposta será para comprar apenas a TAP e o negócio de aviação, ou também estarão interessados nos outros negócios, como por exemplo, nos da manutenção do Brasil?
Não vou entrar em detalhes sobre a nossa proposta porque é uma negociação que está a decorrer entre nós e o governo. Não devo estar a revelar detalhes.

A TAP tem tido uma série de problemas que levaram ao cancelamento de vários voos. Estes factos podem dificultar a privatização, ou não passam de problemas normais?
São problemas operacionais que, obviamente, afetam muito menos a TAP do que os problemas que estamos a viver no nosso mercado financeiro. Esses sim, afetam Portugal e a TAP. Caírem umas peças de um avião é uma questão operacional. Caem peças de qualquer avião.

Está a referir-se à crise no grupo Espírito Santo e que tem afetado também o próprio BES?
Obviamente. Isso tem um impacto sério na forma como os investidores olham para Portugal.

O BES Investimento sempre foi o seu banco de investimento em Portugal. Mas agora, para a privatização da TAP, irá com o BPI.
Trabalhei e tenho a melhor relação com o BES Investimento. Aliás, tenho a melhor relação com o seu presidente, José Maria Ricciardi, que tem feito um trabalho notável. Neste caso não pudemos trabalhar com eles, porque estavam conflituados. O BES está do lado do Estado.

A crise no grupo Espírito Santo teve repercussões noutras empresas portuguesas. A dispersão de capital em bolsa da Mota-Engil África, por exemplo, foi adiada; o aumento de capital do BCP também foi afetado. Foi prejudicado em algum negócio por causa dos problemas no grupo Espírito Santo?
Até este momento, não. No processo em que estou envolvido, que é o fund raising para a privatização da TAP, até agora não houve ninguém que retirasse o seu interesse pelo que se está a passar em Portugal.

Teme que esta crise possa dificultar o seu trabalho enquanto investidor?
Julgo que o governo revelou ao longo destes dois ou três anos – nomeadamente o primeiro-ministro e os dois ministros das Finanças – ser muito responsável. Penso que há confiança de que esta situação será resolvida com grande competência.

O que quer dizer com competência? Que a resolução do problema não envolverá dinheiro do Estado?
Bom, isso não sabemos se será possível acontecer. Existe uma enorme opacidade sobre as contas das empresas desse universo, pelo que não sabemos se será necessário dinheiro público.

Não investiu no grupo Espírito Santo, nomeadamente no papel comercial da Rioforte?
Não, não investi. Tinha algumas ações do ESFG [Espírito Santo Financial Group], que pensava ser um grupo sólido, mas depois descobri que estava a garantir três mil milhões de dívida de empresas acima. E portanto não valem nada.

E sabia, suspeitava de alguma coisa, ou foi surpreendido?
Fui surpreendido, mas desde setembro ou outubro que começaram a sair notícias que davam conta de algumas situações pouco recomendáveis. Ainda assim, nunca suspeitei que se chegasse a este ponto.

Disse que ainda não tinha sido prejudicado, mas teme que isso possa vir a acontecer?
Não temo, porque trabalho e trabalharei cada vez mais com investidores estrangeiros. Penso que este colapso do grupo Espírito Santo irá arrastar consigo mais grupos. Fala-se de seis mil milhões de euros de investimentos em ativos tóxicos de instituições e de muitas famílias portuguesas. Isso fará com que a capacidade de investimento nacional seja fortemente abalada. É óbvio que os investidores terão de vir de fora. É isso que eu faço: atrair investidores de fora para as minhas empresas. Aconteceu com a Media Capital, aconteceu com a Leya, acontece para a TAP e acontecerá com outras oportunidades que apareçam.

Quais são as suas relações com a família Espírito Santo?
Tenho relações de conhecimento e amizade com vários elementos da família Espírito Santo e o BES foi sempre o banco português com que eu mais trabalhei. Obviamente que esta situação me faz muita pena. Posso dizer-lhe, de forma mais estruturada, aquilo que penso sobre esta situação. Em primeiro lugar, é a única dinastia financeira portuguesa – e que agora desaparece. O nome Espírito Santo era um nome prestigiado e conhecido internacionalmente. E, obviamente, com este escândalo, quando falo com investidores internacionais, as pessoas perguntam ‘como é possível?’ Realmente, é a destruição, em pouco tempo, de uma dinastia que demorou muito tempo e deu muito trabalho a construir. A mim, faz-me pena, porque existem pessoas com enorme valor na família. Destaco três: José Maria Ricciardi, que fez um trabalho brilhante à frente do BES Investimento, Bernardo Espírito Santo, que tem feito um trabalho muito bom no BES, e o Ricardo Espírito Santo Abecassis, que tem feito um bom trabalho no Brasil. Essas pessoas terão a sua carreira muito prejudicada por essa situação. É uma perda para o país o colapso da dinastia Espírito Santo.
O segundo ponto desta crise: parece-me que se fala de seis mil milhões de euros de investimentos em ativos tóxicos. Não sei se isso não é mais do que o Estado meteu no BCP, no BPI e no Banif… É muito dinheiro e é dinheiro que é retirado à capacidade de investir em Portugal, porque este seis mil milhões de euros são investimentos maioritariamente detidos por portugueses. Poderá ter impacto na economia e na recuperação que a economia estava a ter. Para que a recuperação continue e o crescimento seja mais acelerado só há uma solução: investimento. Há empresas, famílias, grupos que perdem seis mil milhões, ou parte desse montante, pelo que, obviamente, deixará de existir esse capital para investir na economia. Isso é muito mau para o nosso país.
Depois há o que se passa com a PT. A PT tinha um acordo com a Oi, de co-controlo, e depois deste investimento incompreensível [da PT na Rioforte] a PT foi entregue de bandeja aos brasileiros. E por último, há os impactos políticos. Isto poderá ter um impacto nas legislativas, porque se não houver crescimento poderá alterar a relação de forças entre os principais partidos. E também porque se sabe que há alguns ministros que eram muito próximos do presidente da comissão executiva do BES [liderada até há uma semana por Ricardo Salgado] e essa proximidade poderá ser negativa.

Está a falar de que ministros?
Não lhe vou dizer. E depois há um potencial impacto nas presidenciais, porque há um putativo candidato conservador, que toda a gente sabe qual é. Ele e a sua companheira eram os melhores amigos do casal Salgado. Viajavam juntos, passavam férias juntos.

Está a falar de Marcelo Rebelo de Sousa?
Sim, como é óbvio. Logo, se Ricardo Salgado não sair bem desta situação e, neste momento, quando se ouve a CNBC e a Bloomberg fala-se de fraude… Obviamente que não vou dizer que há fraude.

A situação ainda está a ser investigada.
Há de facto uma situação anormal, que é a venda de papel que não tem valor a clientes do banco [BES]. Obviamente que uma pessoa que é a melhor amiga de alguém, se esse alguém não sair bem, não tem quaisquer condições para ser candidato presidencial, nem para alimentar essa candidatura. Ao longo do próximo ano, ano e meio, tempo que irá passar até se deslindar tudo o que se passa, existe a possibilidade de as coisas correrem mal. Os políticos amigos de Bernard Madoff, quando ele foi preso, mudaram de carreira, não tinham qualquer hipótese de continuar a exercer a política, porque eram amigos de alguém que tinha feito coisas que não devia. O impacto político desta situação poderá ser muito relevante. Todos sabem ainda que a companheira do putativo candidato presidencial é administradora no grupo BES e que o seu filho é funcionário da PT. A ligação não pode ser maior e, como tal, as ambições presidenciais não podem ser mais afetadas. Neste caso, diz-me quem são os teus amigos, dir-te-ei quem és.

Já elogiou duas vezes José Maria Ricciardi e deixou subentendido que Ricardo Salgado será responsável por isto tudo. É essa a sua opinião?
O grupo tinha um presidente da comissão executiva, que se sabe que foi ter com o primeiro-ministro e a ministra das Finanças pedir um empréstimo de 2,1 mil milhões de euros. Presumo que essa pessoa seja a responsável, não é?!

Vai alterar as suas relações com o universo do BES?
Espero que não. Ainda não tive oportunidade de falar com o novo presidente da comissão executiva do BES [Vítor Bento], nem com a nova gestão. Espero que não.

Qual a sua opinião sobre Vítor Bento?
Penso que é um ótimo economista.

Poderá ser um bom CEO [chief executive officer] do BES?
Penso que não tem experiência bancária, mas poderá ser um bom CEO. Nada o impede porque é um homem muito inteligente e um bom economista.

Mantém-se como chairman da Media Capital, apesar de já ter vendido todas as suas ações. Voltaram a sair, recentemente, notícias de que a TVI estaria à venda. É verdade?
Aparentemente saiu uma notícia – que não li porque estava no estrangeiro – a dizer que a Prisa iria pôr a TVI à venda. Sendo chairman, tenho contactos frequentes com pessoas da Prisa, seja com o Juan Luis Cebrián [presidente do grupo espanhol] seja com o CFO [chief financial officer]e realmente, das últimas conversas que tive com eles, que foram há duas ou três semanas, os planos não são esses. Isso é mentira.

Quais são, então, esses planos?
Não lhe vou dizer porque não estou mandatado para o fazer. Posso dizer-lhe que a venda é um boato posto a circular para enfraquecer a Media Capital e a TVI.

Os planos podem passar por uma parceria com outros grupos?
Não lhe vou dizer quais são os planos. Existem e não passam pela venda da TVI.

Como é que interpreta as mesmas notícias que dão conta do interesse da Controlinveste [proprietária do Dinheiro Vivo] e da Cofina na compra da TVI?
Acho que é especulação jornalística. Se a TVI estiver à venda, do ponto de vista estratégico, faz sentido à Controlinveste e à Cofina comprarem a TVI, porque não têm uma televisão e a televisão representa 50% do mercado publicitário em Portugal. Quem quiser ser grande nos media tem de ter uma televisão.

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