Equilíbrio

Bike

Não sou boa no equilíbrio. Há 8 meses espalhei-me com umas botas sem uma ponta de salto e parti um pulso [consigo reviver a queda de um segundo, em câmara lenta; e escusam de continuar, não estava com um grão na asa :P]. Em miúda, nunca soube andar de patins, nem agarrada às paredes. De bike, nunca fui uma ninja, custam-me as curvas e preciso de estradas de dois metros de largura para que as guinadas não tenham consequências graves. Sei de cor o momento em que cheguei a casa com o joelho em sangue e foi o vizinho Sr. Vasco que me desinfectou a ferida, com éter, o que havia ali à mão. Ele é que ia desmaiando… No fundo, sei bem qual é o meu problema com o equilíbrio, é que eu caio. E hoje, nove anos depois voltei a pegar na bicicleta. Foram 8,5km. Os pulsos esmagavam o guiador, tal era a força para me agarrar, mas afinal foi muito bem. Tungas! ❤

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“O objetivo do nosso consórcio não é vender a TAP daqui a três anos”

Miguel Pais do Amaral

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens

Miguel Pais do Amaral, conde de Anadia, chairman da Prisa – o grupo espanhol que controla a TVI -, dono da Leya e acionista de tantos outras empresas, como a Reditus, a Companhia das Quintas ou os ginásios Fitness Hut, aliou-se ao antigo dono da Continental Airlines, o norte-americano Frank Lorenzo, e prevê apresentar brevemente uma proposta para a compra de 100% da TAP. A entrevista sobre a privatização da companhia aérea portuguesa e a crise no grupo Espírito Santo.

É conhecido por comprar barato, reestruturar e depois vender caro, sem olhar para trás. É um preconceito ou funciona mesmo assim? Continue reading ““O objetivo do nosso consórcio não é vender a TAP daqui a três anos””

Back

Londres, afetos, boas viagens, pernas moídas e bolhas nos pés.
Desta vez, redescobri Hyde Park, não comi carrot cake, nem fui a Borough Market, que, inexplicavelmente, fecha ao domingo, deliciei-me com hummus e com romã descascadinha.
E aquele prazer de me mexer como se a cidade fosse minha.

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João Ermida: “Vivemos num SimCity falseado porque as pessoas não podem fugir”

João Ermida

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Entrevista feita com Rita Costa (TSF)
Fotografia de Natacha Cardoso/Global Imagens

Fez carreira na banca, passou pelo Citybank e pelo Santander, onde chegou a ser tesoureiro de todo o grupo, mas um dia, em 2003, entrou numa igreja em Madrid e 24 horas depois demitiu-se. Facilitou a vida ao seu chefe, que lhe pedia que cortasse mais cinco pessoas na sua equipa. Passou a dedicar-se a projetos de natureza social e a denunciar a ganância e a falta de valores que impera no sector financeiro. Hoje é responsável pelo aconselhamento de investimentos financeiros a famílias na Golden Assets. Lançou agora o seu terceiro livro, um romance intitulado “O Dono do Mundo”.

A personagem principal deste livro trabalha em Lisboa, num banco de investimento norte-americano, na altura da queda do muro de Berlim. O romance descreve um ambiente de alta finança, de ganância, de guerras de poder , mentira, ausências de valores, uma vida onde o dinheiro está acima de tudo. É assim na vida real dos bancos? Continue reading “João Ermida: “Vivemos num SimCity falseado porque as pessoas não podem fugir””

“Fiquei dececionada com os 10 anos de Barroso na Comissão”

Maria João Rodrigues - Conselheira para a União Europeia

Entrevista publicada no Dinheiro Vivo
Entrevista feita com Hugo Neutel
Fotografia de Leonardo Negrão/Global Imagens

Maria João Rodrigues ficou conhecida como a mãe da Estratégia de Lisboa e ajudou a construir a Estratégia Europeia 2020. Conselheira na União Europeia, esteve também envolvida no Tratado de Lisboa e no desenho da agenda de Bruxelas para o crescimento e emprego. A nível nacional, foi ministra da Qualificação e do Emprego num governo de António Guterres e é a número dois da lista do PS às eleições europeias de 25 de maio.

A Estratégia de Lisboa, desenhada em 2000, pretendia fazer da Europa “a mais competitiva e dinâmica economia mundial, capaz de crescimento sustentado, com mais e melhores empregos e maior coesão social”. A crise deitou por terra esta pretensão, ou ainda podemos sonhar com uma Europa de crescimento e coesão? Continue reading ““Fiquei dececionada com os 10 anos de Barroso na Comissão””

Tenho uma data

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Hoje fui ao ortopedista e fiquei a saber que, provavelmente, dia 11 de fevereiro ficarei livre deste gesso, que depois terei que fazer fisioterapia, mas que está tudo a correr bem e que, provavelmente, dia 11 já brindarei com a mão direita. Ele não imagina, mas a simples mudança da ligadura (estava meio nojenta), o seu ar de médico bom, a segurança com que disse que está tudo a correr bem e a determinação de um objetivo deu-me cá um conforto daqueles… Bom dia ❤

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Ano novo

imageDe uma assentada, tive um 2013 de princesa. A vida passa a vida a surpreender-me, logo a mim que, a meio desta vida, já tinha algumas certezas, mas poucas, que não sou mulher de desacreditar. Apaixonei-me, tanto, que 23 dias depois do nosso primeiro encontro já vivíamos juntos, tanto que, um mês depois decidimos casar, tanto que, hoje à meia noite já lá vão nove meses de casamento. Um carrossel de emoções. É verdade que, às vezes, ainda tenho que me beliscar. O amor é, como diz Julian Barnes, a mistura perfeita entre a verdade e a magia. Este vendaval tornou-me uma pessoa melhor, não é tanga, eu esforço-me mesmo por ser uma melhor pessoa, talvez não todos os dias, mas cada vez mais. E tornou-me indiferente ao que antes me magoava. Meti, de propósito, coisas de lado, que não se consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Aprendi a esperar melhor, percebi que, como dizia a rainha, nem sempre o momento é de ação. Apesar do turbilhão, não me desliguei, fiz uma pausa, premeditada, para mais tarde arrancar. Neste ano, descobri, mais uma vez, que a minha filha é um amor gigante, o maior de todos, o mais difícil, porque tenho tanto medo, que nem imagino. É o que mais me desconcerta, o que me deixa exausta, porque passo a vida a tentar. Sei bem que, no fim, será sempre ela que importa, o meu doce, a minha Gugui, como lhe chamávamos, como ainda lhe chamo sempre que me perco. Termino este ano com uma sensação boa que se farta, sem pressa de o ver para trás. 2013 foi um dos melhores anos da minha vida. Mereço tudo, porque sempre fui mulher de arriscar, mais do que a conta. Só sei viver assim… E ainda, sei que tenho os melhores amigos, a minha família, aquela que escolhi, de coração, que não me faltará. Não estive lá tanto quanto gostaria, mas eu vou conseguir dividir-me melhor. E para dois mil e catroze, com erro, como gosto de dizer para desconstruir, quero apenas que seja tão bom quanto este, que quase tudo seja igual e outras coisas melhor, que o mereça. Não me vou esquecer. Um feliz 2014!

Dias abençoados

Há dias abençoados, dias de rua, em que não se para, mas que servem para reabastecer de ideias, para ver e conhecer coisas e gente gira. Ontem, foi um dia assim.

Comecei na Artwear, uma empresa portuguesa de merchandising de arte, que abastece as lojas de grandes museus no estrangeiro e agora, também, em Portugal. Os produtos vendidos no âmbito da exposição Prado em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, têm a assinatura da Artwear e, em breve, serão mais. A entrevista que fiz ao Luís Pilar, um dos fundadores da empresa, pode ser lida aqui.

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Depois, seguiu-se um almoço delicioso no Ritz. Este sumptuoso e gigante hotel não deveria ser apenas para homens de negócios. Tenho dito! Valeu-me ainda um bela dica de um creme, que não se vende cá, mas que se pode comprar através da Amazon, e que me dará uma pele radiante 😛

A seguir corri para A Vida Portuguesa, no Intendente, e perdi-me. São 500 m2 de perdição, onde apetece comprar quase tudo. O teto cheio de andorinhas da Bordalo é um convite a entrar e, claro, gastar.

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