Cheiro a férias

E agora vou ali num instante de férias. Isto tem sido como quando estamos cheios de vontadinha para fazer xixi e os últimos metros até à casa de banho são um suplício. Tenho (temos!) andado num estado de enorme sofrimento, desejosos das próximas duas semanas. Contando com dias inúteis são 17 dias inteirinhos de sol, piscina, de família, de tempo para tudo o que nos apetecer.

E como em tudo o que cheira a festa, o prazer começa logo com os preparativos, com o antecipar de sensações. Não faço malas, enfio meia dúzia de tshirts, biquínis, calções de ganga e havaianas (uns jeans para alguma eventualidade), mas tenho imenso cuidado na escolha do gel de banho, do creme para o corpo, do óleo para o cabelo… As minhas férias já cheiram. ❤

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Provavelmente, o azeite mais caro produzido em Portugal

Texto publicado no Dinheiro Vivo

Rosen

Chegou ao Algarve com 33 anos, em 1969, com a mulher e com o desejo de produzir hortaliças no inverno, comprou um laranjal e por causa da falta de água, transformou-o num olival. Hoje produz, provavelmente, o azeite mais caro que é feito em Portugal, o Monterosa.

Rosa de von Rosen, o apelido de Detlev, ou a coisa mais parecida que conseguiam chamar a este sueco agricultor, que vende cada litro do seu azeite a 34 euros: “É o valor mais alto que o mercado me paga, mas o meu azeite não tem defeitos”, explica, orgulhoso das duas medalhas de ouro que acabou de ganhar no New York International Olive Oil Competion.

A aventura começou em 2000 quando comprou seis mil oliveiras, uma decisão precipitada, como veio a perceber mais tarde, e o primeiro azeite foi produzido cinco anos mais tarde. Hoje, do seu lagar, em Moncarrapacho, saem 10.000 litros e o objetivo é, daqui a dois ou três anos, chegar aos 20.000 litros, ou seja, 40.000 garrafas.

“Temos 20 hectares de olival plantados com as variedades Maçanilha, Cobrançosa, Verdeal e Picual”, explica Detlev von Rosen.

O volume de negócios é de aproximadamente 60 mil euros, uma gota no meio dos seis milhões de euros que fatura com a venda de plantas ornamentais. Metade é vendido no mercado interno, a outra metade exportado, sobretudo para a Alemanha, Holanda e Suécia.

Em Portugal, o azeite Monterosa pode ser comprado no El Corte Inglés, nos supermercados Apolónia e em pequenas lojas de bairro: “Nos hipermercados, não, porque não deixam provar o nosso azeite e isso é fundamental”, diz.

Von Rosen partilha a paixão do azeite com mais três sócios, outro sueco, que o acompanha desde que chegou a Portugal, e dois portugueses, todos com quotas iguais.